30.8.07

Semana 5 - Nepal

Hoje não tenho vontade de escrever. Vou ser rápido. Peço desculpa a quem esperava mais.

Cheguei ao Nepal e estou a descansar das férias na Índia. Não que tenham sido particularmente duras, tentei fazer o menor esforço possível, como é meu hábito, mas Catmandu é confortável, é tourist-friendly. Com mais dinheiro, talvez a Índia também o seja, mas o tipo de viagem que quis fazer de confortável teve pouco. Teve muito do resto.
Só  me sobram uns dias e, apesar de ser bom voltar a casa (nova:) e ver os amigos, não me importava de continuar mais um mesito, ou dois,… o Vietname, Camboja, Japão, Coreia,… estão tão perto e a vontade de andar para trás é pouca. Não me estou a queixar, principalmente depois de uma viagem destas e de ver o que vi, sei bem a sorte que tenho e dou graças a Dylan por isso, mas ainda não estou farto e não apetece regressar. É normal, no final de Agosto é um sentimento comum a muitos sortudos. Já sinto saudades de sítios onde passei e das pessoas que gostei, que, infelizmente, não cabem na mochila, e sei que em casa a ver as fotos, longe, vai ser pior. Vou aproveitar o tempo que me resta  (conversa de quem parece estar às portas da morte) e amanhã volto aos autocarros. Ouvi dizer que em Pokhara, uma cidade perto do Annapurna, há um restaurante com bifes enormes, ‘two-inch-thick steaks’,  em francês, o que justifica as 7 horas de viagem. Depois, de barriga cheia, apanho outro autocarro para qualquer lado.

Estive três dias em Deli. É incrível como nos habituamos depressa a novos ambientes e, apesar de alguns sítios ainda não serem fáceis de aguentar, e talvez seja mesmo melhor que nunca me habitue a eles, a cidade já me pareceu habitável. Quando cheguei, pronto para a confusão e barulho, até tive aquela sensação de feriado, em que toda a gente vai para a praia, e consegui contar 5 segundos entre duas buzinas. Acabei por escolher um hotel por metade do preço do primeiro e tive direito a um animal de estimação, o Ricardo, um rato castanho que corria desalmadamente pelo quarto sempre que lhe apontava a lanterna. Era animado, o Augusto, o meu gato, ia gostar dele.

No sábado fui ao Taj Mahal. É bonito e branco, e bastante mais pequeno do que imaginava. Pela fama, deve ser daquelas coisas para gajas em que o tamanho não importa. De perto, por ser todo em mármore, parece uma casa de banho. Não encontrei os urinóis então fiz o que tinha a fazer contra uma parede. Tentei escrever ‘Portugal’, como um antigo navegador espalhando o nome da pátria pelos quatro cantos do mundo, mas, como não tinha bebido cerveja, só deu para ‘Portug’. Não é grave, acho que se percebe.

Acabou-se a força nos dedos. Na próxima  semana escrevo FIM e mostro umas fotos. E, com umas sagres à frente, posso contar umas histórias engraçadas.

Aufirderzingue

 


Everest

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