13.10.10

Chile 1


Oi. Sou eu, o irmão Castro, o do meio, aquele mais baixo. Estou a brincar, nao sou, mas ate podia ser assim quisesse o destino... Sou o Fernando Mamede.

Infelizmente os meus dias aqui estao mais mortos que os meus cães então, para encher o blogue, decidi escrever umas bóbágens, como a que acabaram de ler. Estou ainda a pensar, algo que faço menos vezes do que dou a entender, se negretizo (decidi inventar palavras só por que me dão jeito) as partes serias, como forma de poupar algum tempo, que nao deve ser precioso, a você, maravilhosa pessoa. Sempre a pontuar... O ideal seria a PIDE pegar nisto e limpar as tolices a quem assim o desejar. Mas foi-se. É pena.

Repararam que usei oi, você e bóbágem? Nao foi por acaso, ate porque oi dá algum trabalho a escrever e nao o faria sem razão, mas queria que descobrissem sozinhos que estive no Brasil, terra onde ninguem me percebe e todos me tratam por moço, sinhor ou bróder, que nem quero saber o que é. Cheguei há umas horas a Santiago do Chile.

Mas voltando aos meus tristes dias, aqueles que, juntos, formam a minha triste existência. Tenho estado de papo para o ar, ou para a areia, ou dentro de agua, ou cheio de cerveja e camarão a maior parte das férias. Nada de que me orgulhe e que um dia possa contar aos meus filhos marroquinos. Além disso, grande parte do tempo, tive de suportar a companhia de uma amiga, chatinha que ate dói... e pouco inteligente, coitada. Tem uma ou duas virtudes, é verdade, mas não vou agora gastar espaço virtual com isso. Até porque elogios só se dão aos cães e aos artistas. Uns porque os merecem e aos outros para que nao se suicidem. A fotografia lá de cima é dela.
Passei em São Paulo e depois fui para Paraty, uma cidade turistica com péssimas estradas. Conta a história que foram construídas por escravos, gente que, por falta de ambição, anda sempre a pé e nao dá o mínimo valor a um bom tapete de piche.

Mas a viagem vai mudar. Daqui a nada vou apanhar um daqueles autocarros que só lembram ao diabo. Toda a noite sentado, até Copiapó. E tudo por um sonho, o meu. Se o sonho dos meus amigos é simples, é ter um GTI, nao importa de que marca ou de que cor, já o meu é mais complicado. Desde que me lembro sonho ter uma pessoa dentro do armário da cozinha para me ajudar nas tarefas culinárias. Parece fácil? Encontrar um indivíduo com perfil ideal para esse serviço tem-se revelado uma tarefa impossível. Descobri então que estao a leiloar 33 gajos, que talvez sirvam, a 850km daqui e vou até lá. Já me imagino dizer... Ó mineiro, passa aí duas porções médias de arroz agulha, ou Ó mineiro, faz-me um mix de especiarias para um guisado de frango e depois ordena os frascos por ordem alfabética e por continente, ou ainda, Ó mineiro, empurra a terceira gaveta que puxar gavetas aborrece-me,... Dias felizes. Espero amanha já estar a licitar. Se nao conseguir, alugo a mina e transformo aquilo na Feira Popular Julio Verne. Um sucesso garantido.


Esta a acabar a bateria desta coisa e tenho de sair. Depois escrevo mais e enfio umas fotos. Agora, para acalmar, oiçam Song for the Asking dos Simon and Garfield. É o que eu vou fazer.
Beijos





2 comentários:

anasabino disse...

Oh, andavas por aqui a passear em 2010 e eu nem sabia. Enfim. Escrevo só para te dizer que de vez em quando venho aqui espreitar as coisa que escreves, e gosto de o faezr. Quando não há novidades, clico num nome de um país ao calhas, como hoje, e acabo sempre por dar uma gargalhada parva e desligar com um sorriso.
E agora vou escrever "tyofu" porque seu eu o fizer o computador sabe que eu sou uma pessoa inteligente e deixa este comentário passar.
Beijos. Boas viagens e bons tyofus. Vai dando notícias.

pedro elias disse...

Obrigado, Ana!
Vi no teu blogue que passaste o meio da tua estadia em Sao Paulo. Ja nao tenho tempo de dar a volta e visitar-se... Bem que me podias visitar tu, em qualquer lado :)
beijinhos grandes