28.9.11

turquia (e, ainda, um bocadito da grécia)



Olá! Tutti frutti?
Já não estou na Grécia, e prefiro não falar muito mais sobre ela. Infelizmente, daqui a uns tempos, vou ter de voltar, num dos milhentos cruzeiros que lá se atropelam, estendido numa daquelas cadeiras preguiçosas, casado com uma velha rica e mamalhuda. É a vida... O destino assim manda, e, contra ele, é cansativo lutar. Não costumo virar as costas às adversidades e não o farei desta vez, embora pretenda encara-las ligeiramente embriagado, ou drogado.

Estou na Turquia, em Pamukkale, desde ontem. É, como as ilhas gregas, um sítio recheado de turistas, perseguidos por matilhas de vendedores esfomeados. Mas o ambiente, o cheiro, é outro. E os preços, também. Iupi. 
É bom voltar a um país muçulmano, passar o dia a chá, à espera que um gajo grite ao microfone da mesquita para avisar que é a hora de beber duas cervejas, antes de ter de voltar ao chá. Gosto dessa disciplina. E é bom estar num sítio onde ter barba ainda vale alguma coisa, e onde gozar com os cristãos, só porque tem piada, é obrigatório, por lei. Também gosto de gozar, confesso. A verdade é que o Jesus, o Cristo, se pôs a jeito. Era meio estranho. Imaginem o rapaz, com imensas possibilidades ao nível dos super-poderes, escolhe, além de curar pernetas e essas tretas, andar sobre a água. Uuhhuu, espectacular! Isto lembra a alguém? Andar sobre a água? Já ouviram alguém dizer - Eu até gostava de ter visão raio-x, para ver as gajas todas nuas e essas cenas, mas preferia conseguir atravessar a pé a piscina do meu vizinho…"? Não digo mais nada porque fui baptizado e, por castigo, ainda me dá aqui um torcicolo ou um joanete. Adiante… a coisas sérias.


Amanhã vou para Istambul. Tenho de fotografar. Ainda não fiz nada de jeito e ando arreliado com isso. Há trabalhos óptimos sobre a cidade e tenho curiosidade de ver o que posso fazer. Quando matar a curiosidade, vou embora. 
Não devo visitar o resto da Turquia. As Capadócias,… ficam para outra altura. Estou mortinho por chegar ao Cairo e começar a descer. Não é complicado como uma expedição ao pólo sul ou ir a um hipermercado no natal, mas demorei algum tempo até estar preparado para voltar a viajar em África, que não é o mesmo do que a visitar, e apetece-me começar. Sinto falta de apanhar autocarros apinhados, barcos furados, boleias caridosas, passar fronteiras com policias mal dispostos, viver na rua, das pessoas,... sinto falta do desafio. Como diz o Samuel Úria logo no início de um álbum, "Se isto fosse fácil, eu não o fazia. Se fosse difícil, eu nem lhe tocava". Até agora foi bom, mas fácil. Quero ir embora, descer.

Hoje escrevi isto rápido. Tenho tempo de pentear o bigode e ir às turcas.
Beijos

video

19.9.11

grécia


Foi boa ideia começar a viagem por esta espécie de país. Começar por baixo. Não gosto da Grécia e não estou a planear, sobre ela, escrever aqui nada simpático, nada de bom tom. Não gosto dos gregos, são uns cepos, são gajos que só precisam de se agradar a eles próprios, e nós, os troianos, os turistas, estamos cá para pagar as despesas. Em troca, deixam-nos usar a piscina, por especial favor. Sinto-me tão usado. Dói cá dentro, perto do coração, onde guardo carteira. Encontrei algumas excepções, e até acredito que existam mais, mas não falo agora delas para manter o espirito do texto.
Estou muito amargo hoje. Deve ser aquela altura do mês. Ou é do binho. Mas continuo…

Conhecemos as imagens de uma Grécia de maravilhosas praias, águas limpas, sol forte,…  E isso é tudo muito bonito, mas noutra altura, agora não vale a pena. É que segundo o Discovery Channel, importante fonte de informação cientifico-sensacionalista, estamos no "Mês dos tubarões", portanto, não me apanham na água, por muito quente e transparente que seja. Mesmo sabendo que não há registos de ataques, o mesmo canal mostra que estes bichos são inteligentes, matreiros, e acredito que devem estar a preparar algo, algo em grande, uma carnificina total. Mas a mim não me comem (os tubarões). Mesmo assim, consciente do imenso perigo, fui duas vezes ao mar. Molhar os pés. Uma, para mostrar que não sou nenhum menino e não são uns peixinhos que me assustam, a outra, para órinar, o que é um pouco estranho quando temos a água pelos tornozelos. Já me lavei.
E o sol também já farta. Desde que cheguei não vi uma única nuvem. Nem uma, juro por Zeus. Não consigo parar de pensar do schetch Nimbo Cumulos (link), do The Fast Show, que dava na rtp2. Scorchio! 

E não é para ser implicativo, embora até me apeteça, culpa do binho, mas a música aqui é, no mínimo, pior do que arrancar olhos com um alicate de pontas. Um martírio. Não se aproveita nada. E quem não concorda deixe aqui o pior comentário, versão moderna para "Atire a primeira pedra". Duvido que, em todo o mundo, nos últimos 5 anos, alguém tenha acordado com vontade de ouvir a Nana Mouskouri, para começar bem o dia. O mais provável é ter acordado sobressaltado por sonhar com o Vangelis (bonito nome) e as suas intermináveis parolices. Viva a minha maquineta de mp3s.

Mas nem tudo são lamentações. Tive momentos de alegria, feliz e indiferente ao que me rodeava. A verdade é que a cerveja na Grécia não é tão má como isso e já passei uns minutos bem agradáveis de lata na mão. De tal forma que vou ficar mais uns dias, antes de nadar para a Turquia. Depois de Atenas, Paros e Santorini, cheguei a Creta. E não é que estou a gostar disto. Os cretinos são porreiros e cobram menos pela minha visita. Ainda estou numa fase de negação, e, por exemplo, se tiver de pensar rápido em três coisas horríveis, sai logo: Grécia, Miguel Gameiro e Grécia, mas as coisas estão a mudar e pode ser que daqui a uma semana o espirito do texto seja outro. 

Chega de lérias. Qualquer dia volto a escrever.
É tão bom voltar a viajar :)))
bjs

11.9.11

início

 
Vou passear. Por muito tempo.
Quero experimentar outras coisas e não saber delas por alguém que as experimentou, e as enfiou num televisor. Os meus planos nunca funcionam, mas devo começar pela Grécia e Turquia, depois descer Africa pela costa Este, até Moçambique. Mais tarde, muito mais tarde, Ásia ou Australia, ou América, ou o resto de Africa… Não importa agora.
Sempre que possível vejo o mail, então escrevam, ou, se tiverem saldo a mais ou for o patrão a pagar, liguem. Por favor.
Como o Bonga, vou com uma lágrima no canto de olho. Mas é uma lágrima boa, daquelas sem sal. Vou ter saudades de tudo o que deixo, mas sei bem a sorte que tenho em o poder fazer, e vou aproveitar. 

Fiquem bem, ou venham-me visitar.
Beijos



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